O peeling químico é a aplicação de um agente químico na pele, o que provoca a destruição controlada de uma parte ou de toda a epiderme, com ou sem a lesão na derme, levando a esfoliação e a remoção de superfície, seguido de regeneração de novos tecidos epidérmicos e/ou dérmicos. As indicações para o peeling químico incluem distúrbios pigmentares, cicatrizes superficiais de acne, envelhecimento da pele e crescimentos benignos da epiderme.

As contraindicações incluem pacientes com infecção ativa bacteriana, viral ou fúngica, tendência à formação de queloide, dermatite facial, uso de medicamentos fotossensibilizantes e expectativas irrealistas.
Quem pode realizar Peelings?
O profissional de Saúde Estética está habilitado para peelings classificados superficiais, e é imprescindível que este tenha formação acadêmica para tal, deve ter conhecimento adequado dos diferentes agentes peelings utilizados, o processo de cicatrização, a técnica e a identificação e tratamento das complicações. Já os peelings médios e profundos tem sua aplicação reservada aos médicos.
Aconselhamento pré-operatório e consentimento informado: Um formulário de consentimento detalhado com detalhes sobre o procedimento e possíveis complicações deve ser assinado pelo paciente. O formulário de consentimento deve indicar especificamente as limitações do procedimento e deve ser claro em mencionar que poderão ser necessários mais procedimentos para obter resultados adequados. O paciente deve obter todas as informações sobre os procedimentos, seja através de folhetos, apresentações e/ou discussões pessoais. A necessidade dos cuidados pós peeling é essencial, e deve ser enfatizada.

Peelings superficiais:
Os melhores resultados são obtidos com vários peelings superficiais seriados, realizados a pequenos intervalos. A descamação subsequente costuma ser fina e não chega a atrapalhar o dia a dia, podendo a pessoa voltar à sua vida normal no dia seguinte.
São consideradas seguras em quase todos os tipos de pele e em quase todos os fototipos, porém é necessária uma avaliação muito criteriosa para essas aplicações.
Peelings de profundidade média:
Provocam descamação mais espessa e escura, necessitando de 7 a 15 dias para retorno à vida normal. Devem ser realizados com muita cautela, especialmente em pacientes de pele escura.
Os cuidados pós-operatórios incluem protetores solares e hidratantes. Os peelings podem ser repetidas semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente, dependendo do tipo e da profundidade de cada um deles.
Peeling Profundo:
[PEELING MÉDICO] muito mais agressivo que os demais, provoca a formação de crostas e o pós-peeling exige o uso de curativos. Sua recuperação pode durar até seis meses.
Em recente entrevista Dóris Hexsel, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia demonstrou a preocupação com o peeling profundo como o de FENOL por exemplo, estar sendo feito de forma indiscriminada.
Segue trecho da matéria;

“É chamar a atenção “para não cair no oba-oba”, diz Dóris Hexsel,. A entidade volta a destacar o risco dos peelings profundos, à base de fenol, substância química extremamente agressiva utilizada para “trocar a pele” do rosto.
O procedimento, utilizado principalmente para peles muito claras castigadas pelos banhos sol sem proteção -como dizem os dermatologistas, aquelas com aspecto de “maracujá de gaveta” – já foi assunto há alguns anos.
Voltou à tona depois de seus bons resultados serem discutidos recentemente em programas populares da televisão.
A sociedade defende que o tratamento seja realizado em hospitais, e não em clínicas, por causa dos riscos para o coração e rins.

Segundo o cirurgião plástico Luiz Victor Carneiro Júnior, assistente de Ivo Pitanguy, a substância pode provocar arritmia cardíaca mesmo em quem não tem problemas de coração, pois altera a condução dos estímulos elétricos. “Preferimos realizar vários peelings superficiais”, afirma.
Vera Cardim, da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, diz que as novas fórmulas trazem uma segurança maior para os médicos e pacientes, por permitirem controlar o “aprofundamento” do peeling. Mas lembra os incômodos e riscos.
No segundo dia, o rosto está deformado, duas vezes o tamanho normal, com uma crosta de pele caindo, às vezes com cheiro ruim. É preciso ficar isolado quase um mês, sem ir ao sol. “Tem um preço. É até mais limitante do que a cirurgia.

Segundo Hexsel, em alguns casos são necessários até seis meses para a recuperação total.

1: Khunger N; IADVL Task Force. Standard guidelines of care for chemical peels.
Indian J Dermatol Venereol Leprol. 2008 Jan;74 Suppl:S5-12. PubMed PMID:
18688104.
2: Médicos veem risco em peeling profundo – Folha de São Paulo – 2017